Sexta feira(01/05), feriado do Dia do Trabalho e eu a caminho do jogo Palestra São Bernardo x Grêmio Mauaense, no Baetão, pela Segunda Divisão do Campeonato Paulista.
Chegamos eu, Bianchi, Polyana e "seu Zé"; um pouco nervosa, estava pensando na matéria, em quais perguntas fazer e ainda preocupada em carregar os equipamentos, posso dizer que foi minha primeira reportagem "importante", ia passar no Lente Esportiva de segunda.
Eu levava algumas páginas de jornal com a notícia do jogo publicada; precisava de fontes pra o que eu pretendia mostrar, pois além das entrevistas pós jogo, havia um assunto específico a tratar, o jogador Adelmo, que já passou por Alemanha e Uruguai seria o foco, pela experiência e pelo retorno ao time de Mauá.
Depois de 40 minutos começa o jogo, o por quê da demora? A ambulância estava sem desfibrilador, o confronto só começou depois que outro veículo, já com o equipamento, entrou no estádio.
A partida acontecendo e eu já tinha lido as anotações e o jornal pela vigésima nona vez, não tudo isso, mas quase. Ainda bem que a externa do Reinaldo (outro repórter) não aconteceu e ele foi até o Baetão. Peguei algumas dicas, tirei dúvidas, até que finalmente o juiz apitou o fim da partida. Tremi.
Corremos até a porta dos vestiários, os nomes dos que eu queria entrevistar já na cabeça, sai um, sai outro, sai mais um, chamamos o assessor do Palestra e ele foi atrás dos jogadores para nós. Daqui a pouco estou eu, microfone em mãos, câmera e pergunta na ponta da língua.
Terminado o primeiro, os seguintes não me deixaram tensa, tudo correu bem, inclusive para a reportagem que eu tinha em mente, pronto.
Façamos a passagem, garoa, frio, texto esquecido, esse momento foi penoso. Só sei que falei umas cinco vezes até uma ficar boa, não pensem que eu sou ruim, mas depois da preparação para a matéria eu não havia escrito o texto da passagem. Finalmente depois de gravar o segunda parte dentro do vestiário, as gotas ficaram maiores e contínuas, conseguimos voltar para o canal.
Os outros dois dias, sábado e domingo, se seguiram com a minha presença dentro de uma ilha de edição, imersa em total silêncio, a primeira edição completa da matéria. No fim, o off foi gravado no dia do programa e sob algumas orientações, claro.
Mas após toda essa história, só penso e sinto que foi muito bom, que eu desejo mais e preciso disso. Ver tudo pronto me deixou muito orgulhosa, fora a família, ligando pra todo o mundo e espalhando que a sua futura jornalista ia aparecer na TV.
Aparecer? Dá vergonha.


Matérias logo menos no YouTube.
ResponderExcluirai, que legal! quero ver!!
ResponderExcluir