Ultimamente tenho trabalhado tanto; essa semana mesmo já começou uma loucura. Sei lá, não que seja ruim, mas essa impressão me acometeu (palavra bonita!) hoje, de repente.Saí do trabalho às 17 horas, pensando em chegar logo, pois tinha que gravar o programa "Só por hoje". Peguei o ônibus, trânsito no caminho e finalmente o metrô. Desço as escadas, pra variar, correndo, passo o "Bilhete", na catraca e pronto; alguns instantes depois estou eu apertada dentro de um vagão, com destino ao terminal Alto do Ipiranga.
Já estou com pressa, e aquele povo todo amontoado no início da escada rolante deixa o processo de chegada à entrada, mais lento, penso em comer um chocolate; passo na lojinha em frente à estação e compro um "suflair".
Embarco e sigo o caminho de volta; não lembro como foi a viajem, o sono tomou conta e só me deixou já perto de casa. O primeiro pensamento: "preciso chegar ao canal", cadê o carro? Não posso subir a rua a pé, tá escuro, seria perigoso, e o transporte chegaria mais tarde, trazido pelo pai. De repente, sorte! A irmã vai sair, pego uma carona.Chegando aqui (o texto foi escrito durante a gravação), percebo quanta falta eu sinto desse lugar.
Há alguns meses atrás, toda segunda e quinta eu era presença marcada, a loucura antes do programa, correria, imprime espelho, monta GC, copia tabela, importa VT e o "Lente Esportiva" está no ar, ao vivo!É um espetáculo, como eu amo tudo isso!Hoje e por enquanto, terça sim, terça não gravamos o "Só por hoje", opero o GC e às vezes gravo uma.
O por quê da mudança? Emprego novo...
Não que tenha sido ruim, não foi mesmo, graças à essa mudança, "me tornei" repórter e consigo editar as minhas matérias mais facilmente. Eu adoro ter toda essa situação pra mim, poder fazer parte disso. Mas ainda assim, quero mais, viver disso diariamente e cada vez mais.
Estou caminhando, e as minhas sementes já estão germinando, espero colhê-las logo.


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