segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Divagações de um final de semana


Um texto para ser publicado antes.

Amigos e um pouco de música o impediram de ser antes.

Eis.

Domingo, ou segunda. Ainda não dormi, então uso a célebre “se eu não dormi, ainda é hoje.” Quase uma semana depois do feriado da Independência.

Há alguns dias ela pensava o que fazer no feriado pra poder fugir de tudo, nem que fosse por um final de semana.
Alguns posts em busca de praia, sol e mar era o destino mais desejado para a semana de calor que tinha sido aquela. Meia hora e alguns e-mails depois, “Tudo resolvido! Vamos pra praia!”. Onde? Que horas? Não importava muito, ela só queria se desligar dessa poluição e correria a qual todos estão acostumados.

Que felicidade.

A viagem seria no outro dia, logo cedo. Guarujá, o nome da cidade soava como se lhe tivessem oferecido um grande pedaço de chocolate, ou mesmo um capuccino com bastante canela.

Chegaram, mesmo sem saber o caminho. Portões de uma grande casa na esquina, vizinha do dono do “Baú da Felicidade”, se abriram. Delícia de sol. Praia. Cerveja. Água e muita caminhada.

Eles ainda estavam surpresos com o tamanho do lugar.

Depois de um dia de sol, começou a sessão fotografias. Como ela gostava daquilo. Só umas 10 fotos cada vez que ela apertava o botão da câmera. Vários filmes registrados durante a tarde.

Shopping. Um dos vários empreendimentos que o “homem do Baú” tem na cidade. Lojas e iogurte. Uma mesa, um celular e a internet. Pérolas. O que mais ela havia de querer naquele dia? É, faltou o chocolate, que na verdade foi evitado por conta dos últimos excessos com doces, sua paixão.

Twitter, o assunto mais comentado, é claro, já que o wireless é a salvação em alguns momentos. Duendes, os mal vestidos, os bem vestidos, vestidos e irmãos. Só sucesso.

Noite. O namorado que faltava chegou. Ela precisava de sorvete. Desejo realizado.

Um bar, música e cerveja. O frio começava a chegar, retorno a casa e o roteiro do filme de terror já na cabeça. O vento fazia barulho e isso só ajudou a imaginação da menina de blusa xadrez.

Cama. Um dos colchões furtado. Frescuras e dormir. O toque constrangedor começa a tocar lá pelas quatro da manhã, sono e irritação. Quem poderia ser naquele horário? Sim, os amigos bêbados estavam chegando na cidade logo menos. Sono, ela nem se interessou, jogou o celular num canto e dormiu.

Acordou e descobriu que eles não viriam mais, a bebedeira, ou o bom senso em voltar pra casa, não deixaram.

A madrugada tinha sido chuvosa e os pingos ainda faziam aquele barulho que dá vontade de ficar na cama até não poder mais. Não adianta, já passava do meio dia eles precisavam curtir o último dia. Sim, último, a véspera do real feriado seria trabalhosa, literalmente.

Carro. Estrada, buracos e água. Chegaram à praia, linda, com aquele friozinho característico de um dia de chuva no litoral. Cadê a câmera? A fotógrafa não se conformou e o jeito foi usar o celular.

Quem sabe se daqui dez anos o aquecimento global não terá acabado com aquele monte de areia e pedras em volta da água? A maré já estava chegando bem perto.

Marcas na areia, correria da água, fotos e a trilha pra subir de volta.

Sedentarismo, gente ofegante. Subiram de volta, com tudo registrado na câmera/celular.

De volta pra casa. Malas. Carro. Pedágio. São Paulo.

Como ela queria mais dias como aquele.


And I sat down and said
"I don't want to suffer."
But she told me
she had nothing to offer,
no more.

Kings Of Convenience – The Girl From Back Then

2 piscadas:

  1. Aiii Fe
    Registrou o nosso fim de semana de um jeito maravilho!
    Adorei!

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  2. isso daria um curta-metragem... interessante!

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