Empire Of The Sun
O ingresso estava em suas mãos há uns dois meses, pelo menos. Não tinha pensado exatamente numa banda em especial para assistir, conhecia algumas, já tinha ouvido pouco e à medida que outros nomes foram confirmados, ela sabia, não perderia por nada o dia.
Na verdade não saiu como o planejado, em nenhum aspecto.
Programou para sair de casa por volta das 16h, só foi chegar à estação de trem lá pelas 17h, uma hora depois do que queria, parou algumas vezes no caminho. A pé.
Sabe que ela até ficou receosa de sair e ir ao festival sozinha, mas qual o problema? Saberia como chegar e como voltar, ou quase isso, mas foi mesmo assim.
A primeira opção seria pegar o trem, parar na Luz e baldear para o terminal Barra Funda de metrô, mas já que poderia continuar na mesma estação e só baldear para outro trem - sentido Francisco Morato - escolheu essa opção. Acho que podia ter ido de metrô, o trem demorou muito e foi mais lotado do que nunca, sabadão, gente, sabadão! Nisso o relógio já habia chegado ao número seis e mais alguns minutos.
Não adiantava ficar de cara feia, o Ipod no último volume fazia o "esquenta" do festival nos ouvidos dela. Ótimo!
Chegou, precisava achar os ônibus gratuitos - ufa - do terminal até o play. Trombou alguns cariocassss e foi com eles.
Ingresso na mão, na fila um momento inesperado e sem graça, ela seguiu, ligou para a amiga e passou sem revista, sua bolsa não era grande o suficiente para carregar algum item perigoso, ledo engano. Desnecessário.
Duas cervejas garantidas e a multidão, só.
O fato de estar sozinha facilitou, e muito, quando ela precisou se infiltrar e chegar o mais próximo possível da grade que separava a muvuca do palco. Foi indo. Trocava mensagens com o amigo, não conseguiu achá-lo até aquele instante.
Of Montreal, o vocal saiu do circo, só pode. Pelo menos no figurino, se alguns trapezistas tivessem aparecido o show estava formado, e tinha até pipoca. Ué, estávamos em um parque de diversões, por que não? Enfim...
M-I-K-A, sua vez. Não conhecia todas, mas das que sabia, tinha a letra de cor. Uma risada aqui, outra ali e pronto! Curitibanos e ela já "morriam" esperando o querido subir ao palco. Relax, Big Girl You Are Beautiful, Blame It On The Girls, bolas no meio da platéia e um gigante pé de salto alto inflável, além do cenário florido e a presença de palco mais digna da hstória com uma banda toda trabalhada nos personagens. tá bom, tá bom, deu pra entender que foi lindo né? Ela também achou. Dançou, pulou e sorriu.
Phoenix, essa sim ela esperava, apesar do querido Passion Pit ser meia hora depois, no palco do outro lado do parque, pensou: rumores falavam do Dapf Punk, e sabia por amigos que os franceses seriam muito bons, por que não esperar e assistir? A carioca falou que chegar na grade? Você vai? Então eu vou também! Bastou pra uma seguir a outra e pronto.
Mais cariocas e o cara de Porto Alegre. Elas pensavam: "meu deus, me manda um desse!", foi sim, engraçadíssimo, era como se tivessem chegado todos juntos. Falaram do Rio, das gírias paulistas, cariocas, gaúchas e os sotaques. Ele, super meigo deixou que ficassem na sua frente, sua altura permitiu ainda ver o show, a delas não totalmente. Liztomania, Run Run Run, 1901, If I Ever Feel Better - a música dela - em um show bom, escuro e com um vocal interativo até a última letra da palavra. Ele e a platéia, duas vezes, arrastado de um lado a parte do outro. Reprise, ele fez isso há uns dois ou três anos, no primeiro show que fizeram em terras brasileiras. Foi bom, ponto. Só não adianta, ela pulou e cantou do mesmo jeito.
Empire Of The Sun? Claro! lá se foram ela e a carioca, antes disso, uma passadinha rápida no "Evolution", medo! Ela, a carioca e os curitibanos, reencontrados depois do show francês. Roda aqui, vira alí e o chão.
Seguiram, os australianos já haviam começado, música boa o que ela mais gostava, tinha movimento e dava pra dançar. Muita gente, aperta aqui, empurra dali, e elas continuavam indo pra frente até que: elas, alguém, a grade e o Empire. Delícia. Ela e a carioca queriam, pelo menos, Walking On a Dream, ela também esperava por Standing On The Shore e, quem sabe, We Are The People. Ok, as mais famosinhas, as que ela sabia de cor, já conhecia outras, mas nem tanto quanto essas.
Que vibraçao, que sensação boa, tudo parecia muito diferente naquele palco Indie, ainda mais ali, a uma pessoa da grade. Dançou, pulou e sorriu muito!
De lá era a vez da banda mais esperada da noite, ou não, vai saber, Smashing Pumpkins. Compraram água e energético e seguiram para o Main. Já tinha conseguido falar com o amigo que há muito não via. Muito mais gente e o show já adiantado, ela conhecia, mas não estava lá para eles. Na verdade tinha atécarona pra ir embora mais tarde, só não se preocupou muito com isso. Seguiu em frente, passou algumas pessoas, pulou outras e finalmente o encontrou. Ele, a digníssima e mais um casal, carioca - o Rio estava em peso no Planeta Terra, pois é - próximos ao telão direito.
Lá ficaram, um ou outro gole de cerveja e logo ele precisou ir embora. O Paul chamava, já era tarde e teriam poucas horas de sono para no outro dia acordar e chegar ao Morumbi bem cedo. Enfim, foram.
Show acabando, a paulista, a carioca e os curitibanos na mesa. Thiago Lacerda de bobeira passeando e conversa sobre baladasss ou boates. Ela resolveu ficar e deixar a carona para outro dia, poderia ir embora de metrô, ônibus...chegaria em casa.
Saíram do parque, translado até a estação Barra Funda e o cansaço jogou-os ao chão. Compra bilhete. Linha vermelha, azul e verde. Eles sentido Vila Madalena, ela, Sacomã. Fotos e abraços. A lembrança e a vontade de viajar para os outros estados. Na volta ela sentiu um sorriso sair, no Ipod, We Are The People.
Que dia delicioso! Repeat nisso tudo, por favor.


A carioca amoooooou o texto:) Nostalgia total aqui! Me senti lá novamente. No aperto do Phoenix, no desespero do Evolution, no conforto total do Empire of the Sun, no chão gelado do metrô... Ai que sábado bom! Muita muita saudade!
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