Era quase dezembro.
E ela achou que pudesse tê-lo. Pensou que o teria em suas mãos até o ano acabar e depois quando começasse de novo.
Engano.
Um dia comum, mãos no mouse, curiosidade, alguns arquivos e a imagem. A pergunta e a resposta, cheia de risadas e ela sem nem entender, mas já querendo saber.
Hoje eu acho que ela perdeu um pouco de tempo, ou não, foi na medida certa, pelo menos por agora.
Ela pensou que o teria para dar-lhe tudo aquilo e para receber mais do que já tinha. Foi pega de surpresa. Uma frase, uma resposta e uma ligação.
O vestido, a camisa, os ingressos. O tempo e as mãos. Um beijo e o que ela não sentia há tempos foi descobrir com ele.
Que delícia. Depois de tantos falando, finalmente aconteceu. Todos gostamos, rimos e esperamos por mais, mas ninguém sabia que o próximo domingo seria totalmente surpreendente.
Uma noite, a casa e o caminho. Música, escuro e sorrisos, os mais lindos e surpreendentes. Que lindo, ele gostava de vê-la dançando. Ainda mais daquele jeito, “deixa o mundo como está e me deixe dançar”, tão despretensioso.
Tudo era bom, bom demais e difícil de acreditar. O final de semana inteiro.
Domingo, logo cedo. Ela se lembra de quase todo o trajeto quando ele disse que não seriam mais dois, mas logo menos, cada um, um só. Ele e ela. Ela e ele, diferentes lugares. Que tapa, que susto, que gosto ruim e que nó!
Poderia não passar de uma brincadeira, um jogo ou mesmo um susto, só para que ele pudesse abraçá-la e dizer que ele gostava de vê-la tensa. Nada disso.
Uma volta complicada em um dia estranho que foi tomando outra forma. Sorrisos e surpresas apareceram, apesar do fantasma ainda assombrar sua mente. Aquilo acabaria, ela tentou fugir, ele não deixou, ela ficou. As primaveras de distância conseguiam encantá-la mais e mais e o dia terminou com os dois em um só.
Uma maturidade que nem ela conhecia. Lado a lado. Os rumos não definidos e até um pouco assustadoramente bons.
Agora? Nada mais. Ele e ela. Ela e ele. As frias teclas do computador é que se mantêm pressionadas a cada palavra e a cada toque.
Não espera, vive e quer mais.


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